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17/06/2015
30/05/2011
Jogo Vamos passear na floresta? Confeccionado a partir do livro os conselhos de lobinho
21/09/2010
TELEVISÃO MÁGICA
A HISTÓRIA ESCOLHIDA É CLÁSSICA (RISOS), FORAM OS PEQUENOS QUE ESCOLHERAM, A TÉCNICA USADA FOI A DE COLAGEM, EU RECORTEI AS FORMAS E AS CRIANÇAS MONTARAM A CENA.
18/04/2009
A Imaginação ( Lívia Petry)
Ser homem não é somente estar no mundo junto com os outros, limitado em sua existência corpórea, social, histórica, lingüística. Ser homem é ser também capaz de transcendência, de transformar o visto em algo novo, de buscar a unidade essencial da alma, de conectar-se com sua subjetividade e trazer á finitude do mundo fenomênico, o infinito do ser. E uma das formas de buscar esse desvelamento do que é imortal, dá-se através da atividade criadora. Através da criação de um poema, de uma estória, de uma obra de arte o homem constrói a si mesmo, revela novos significados aos materiais que já existiam antes dele, transforma o mundo em que vive, busca a si mesmo e se auto-reconhece. Essa criação porém, ocorre dentro de todo um processo ao qual a imaginação preside. É a imaginação esta faculdade que se coloca além do espaço e do tempo, a responsável pela criação de novas significações e novas imagens dentro da linguagem. E segundo o dicionário Welster a imaginação também é o ato ou poder de formar imagens mentais do que não está realmente presente, do que jamais foi experimentado ou de criar novas imagens e idéias pela combinação de experiências anteriores. Assim, através da imaginação o indivíduo alcança um mundo onde tudo é possível, onde os objetos, diferentes da realidade da percepção, são vistos em sua totalidade, existem em unicidade com seu criador, e dependem muitas vezes das lembranças de quem os imagina. Porém na imaginação não existem limites e nem tudo se revela como fruto do passado. Um exemplo disso é que podemos imaginar um pégaso quando tudo o que conhecemos ou lembramos do mundo real, são cavalos. Pois a imaginação é autônoma e tão importante quanto a percepção e o pensar. Já que é “na imaginação que o homem começa a criar seu universo através de uma cadência rítmica criada pelo artista e que conduz á revelação e ao reconhecimento.” Revelação e reconhecimento dos próprios impulsos com os quais o indivíduo comum não sabe como lidar e que o artista explicita em sua obra dando a eles um tratamento que os resignifica. Desta maneira podemos enxergar o artista como “o homem criador que consegue pelo poder da imaginação, revelar o sentido oculto das coisas.”
Neste contexto,encontramos a fala de Otavio Paz que citando o poeta inglês Coleridge, nos diz: “a imaginação é o dom mais alto do homem e em sua forma primordial a faculdade original de toda percepção humana. A imaginação transcedental é a raiz da sensibilidade e do entendimento que torna possível o juízo. A imaginação desdobra ou projeta os objetos e sem els não haveria nem percepção, nem juízo, assim, desdobra-se e apresenta os objetos á sensibilidade e ao entendimento. Sem essa operação – na qual consiste propriamente o que chamamos de imaginar- seria impossível a percepção. Razão e imaginação não são faculdades opostas: a segunda é o fundamento da primeira e o que permite perceber e julgar o homem.Porém a imaginação é mais do que um órgão do conhecimento, mas também a faculdade de expressá-lo em símbolos e mitos. Nesse segundo sentido o saber que a imaginação nos entrega não é realmente um conhecimento: é o saber supremo. Imaginação e razão, em sua origem uma só e mesma coisa, terminam por se fundir numa evidência que é indizível, exceto através de uma representação simbólica: o mito. Desta forma, além de ser a condição necessária para toda a percepção é também uma faculdade que expressa mediante mitos e símbolos, o saber mais alto.”
Saber este que leva o indivíduo ao reconhecimento de si mesmo. A imaginação é assim, um órgão que não só possibilita o conhecimento do mundo, mas também o auto-conhecimento.
No processo de descoberta e crescimento, ao imaginar, isto é, ao criar suas primeiras ficções a criança prepara-se para o diálogo. A imagem e o símbolo são nela provisoriamente o outro , uma forma de satisfazer seu instinto ainda não desenvolvido, assim á linguagem comunicativa, junta-se a linguagem expressiva: a criança não só deseja transmitir aos outros uma série de informações, como também os segredos de sua interioridade. Para poder expressar-se totalmente usa da linguagem simbólica, que fatalmente nos levará de volta á nossas origens mais íntimas e míticas. Daí podermos afirmar que um dos papéis da imaginação é o de criar imagens que iluminam um espectro mais amplo da consciência. Desta maneira a imaginação é o lugar de emergência do ser e do que de melhor o homem tem, aquilo que faz buscar uma participação com o Criador, originando obras de arte que falam do indivíduo, colocam ordem estética ao mundo das coisas e transmitem os valores de uma época, formando os elos significativos da corrente cultural que prendem os homens ao seu passado e os permitem projetar-se no futuro. Através da imaginação e da criação emergem os valores, dando ao caos da existência, ordem e significado e elevando o homem na sua busca por transcendência, fazendo com que sua criatividade se expresse no que ela tem de eterna.
Neste contexto,encontramos a fala de Otavio Paz que citando o poeta inglês Coleridge, nos diz: “a imaginação é o dom mais alto do homem e em sua forma primordial a faculdade original de toda percepção humana. A imaginação transcedental é a raiz da sensibilidade e do entendimento que torna possível o juízo. A imaginação desdobra ou projeta os objetos e sem els não haveria nem percepção, nem juízo, assim, desdobra-se e apresenta os objetos á sensibilidade e ao entendimento. Sem essa operação – na qual consiste propriamente o que chamamos de imaginar- seria impossível a percepção. Razão e imaginação não são faculdades opostas: a segunda é o fundamento da primeira e o que permite perceber e julgar o homem.Porém a imaginação é mais do que um órgão do conhecimento, mas também a faculdade de expressá-lo em símbolos e mitos. Nesse segundo sentido o saber que a imaginação nos entrega não é realmente um conhecimento: é o saber supremo. Imaginação e razão, em sua origem uma só e mesma coisa, terminam por se fundir numa evidência que é indizível, exceto através de uma representação simbólica: o mito. Desta forma, além de ser a condição necessária para toda a percepção é também uma faculdade que expressa mediante mitos e símbolos, o saber mais alto.”
Saber este que leva o indivíduo ao reconhecimento de si mesmo. A imaginação é assim, um órgão que não só possibilita o conhecimento do mundo, mas também o auto-conhecimento.
No processo de descoberta e crescimento, ao imaginar, isto é, ao criar suas primeiras ficções a criança prepara-se para o diálogo. A imagem e o símbolo são nela provisoriamente o outro , uma forma de satisfazer seu instinto ainda não desenvolvido, assim á linguagem comunicativa, junta-se a linguagem expressiva: a criança não só deseja transmitir aos outros uma série de informações, como também os segredos de sua interioridade. Para poder expressar-se totalmente usa da linguagem simbólica, que fatalmente nos levará de volta á nossas origens mais íntimas e míticas. Daí podermos afirmar que um dos papéis da imaginação é o de criar imagens que iluminam um espectro mais amplo da consciência. Desta maneira a imaginação é o lugar de emergência do ser e do que de melhor o homem tem, aquilo que faz buscar uma participação com o Criador, originando obras de arte que falam do indivíduo, colocam ordem estética ao mundo das coisas e transmitem os valores de uma época, formando os elos significativos da corrente cultural que prendem os homens ao seu passado e os permitem projetar-se no futuro. Através da imaginação e da criação emergem os valores, dando ao caos da existência, ordem e significado e elevando o homem na sua busca por transcendência, fazendo com que sua criatividade se expresse no que ela tem de eterna.
09/02/2009
A criança que ainda sou(Marcial Salaverry)
Lembranças quantas lembranças
De meus tempos de criança
Bolinha de gude,
Pipa...
Passa anel!
Vamos brincar de passa anel?
Quem sabe em tua mão fica
E entendes que nesse anel
está todo o mel...
O mel do amor,
O meu amor criança.
Beijo, abraçõ ou aperto de mão!
Não será esta a melhor opção?
Podes me dar um beijo
Acalmando meu desejo
Podes me dar um abraço
E me aninhar em teus braços
Será um aperto de mão?
Segura então as duas mãos
e nunca as deixe largar...
Quantas perguntas sem respostas
Está meu coração a torturar...
Ah que saudades eu tenho
de meu tempo de criança...
Onde o enredo somente
era o riso e os folguedos...
Nem passado, nem presente,
nem futuro...tão somente
o amor que a gente sente
O que me faz criança simplesmente
é este amor semeado na eternidade
Este é meu terno e eterno presente!
De meus tempos de criança
Bolinha de gude,
Pipa...
Passa anel!
Vamos brincar de passa anel?
Quem sabe em tua mão fica
E entendes que nesse anel
está todo o mel...
O mel do amor,
O meu amor criança.
Beijo, abraçõ ou aperto de mão!
Não será esta a melhor opção?
Podes me dar um beijo
Acalmando meu desejo
Podes me dar um abraço
E me aninhar em teus braços
Será um aperto de mão?
Segura então as duas mãos
e nunca as deixe largar...
Quantas perguntas sem respostas
Está meu coração a torturar...
Ah que saudades eu tenho
de meu tempo de criança...
Onde o enredo somente
era o riso e os folguedos...
Nem passado, nem presente,
nem futuro...tão somente
o amor que a gente sente
O que me faz criança simplesmente
é este amor semeado na eternidade
Este é meu terno e eterno presente!
Brinquedo(Cleonice Rainho)
O dado no dedo,o dedo no dado.
Conto os pontos:um-dois-três-quatro-cinco-seis.
As bolinhasbem redondinhas em cada lado.
Atiro um punhadode cada vez.
O branco no preto, o preto no branco do quadradinho.
Não sei se de osso, madeira ou marfim, os dados deste saquinho que mamãe comprou pra mim.
Conto os pontos:um-dois-três-quatro-cinco-seis.
As bolinhasbem redondinhas em cada lado.
Atiro um punhadode cada vez.
O branco no preto, o preto no branco do quadradinho.
Não sei se de osso, madeira ou marfim, os dados deste saquinho que mamãe comprou pra mim.
Jamais deixe de ser criança (Richard Bach)
Jamais deixes de ser criança...não deixes de sentir,
gostar, vere extasiar-se diante de coisas tão grandescomo o ar,
o vôo e os sons da luz do sol em teu interior. Se quiseres, usa a máscarapara proteger a criança do mundo,mas, se permitires que a criança desapareça,terás crescido e já não estarás vivo.
gostar, vere extasiar-se diante de coisas tão grandescomo o ar,
o vôo e os sons da luz do sol em teu interior. Se quiseres, usa a máscarapara proteger a criança do mundo,mas, se permitires que a criança desapareça,terás crescido e já não estarás vivo.
O cavalinho branco (Cecília Meireles)
À tarde, o cavalinho branco está muito cansado:mas há um
pedacinho do campoonde é sempre feriado.O cavalo sacode
a crinaloura e compridae nas verdes ervas atira sua branca
vida.Seu relincho estremece as raízese ele ensina aos ventosa
alegria de sentir livresseus movimentos.Trabalhou todo o dia,
tanto!desde a madrugada!Descansa entre as flores, cavalinho
branco,de crina dourada!
pedacinho do campoonde é sempre feriado.O cavalo sacode
a crinaloura e compridae nas verdes ervas atira sua branca
vida.Seu relincho estremece as raízese ele ensina aos ventosa
alegria de sentir livresseus movimentos.Trabalhou todo o dia,
tanto!desde a madrugada!Descansa entre as flores, cavalinho
branco,de crina dourada!
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